A UMA AMIGA
Desculpe essa minha falta de escansão
É que faço versos, como quem faz filhos
No doce e nostálgico barulho dos trilhos
O trem da morte levou meu coração
E quando me sinto culpado
Sem seu amor ao meu lado
Já não vejo sentido na existência
Em todos os teorismos da ciência
Vingar- me da morte, um dia, quem sabe
Já não te vejo mais pelos bares da cidade
Somente teu rastro ficou por aqui
E meu coração dispara e sorri
Tentando entender o quanto sofri
E o que me resta da vida, só a saudade
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