TARDE NO CEMITÉRIO

Ouço o vento que canta nas tumbas
nas lembranças mórbidas e fecundas
que na imaginação e na memória voam
quando na torre das igrejas os sinos soam

Ouço os espíritos das almas carnais
procurarem em meio aos banquetes reais
o status dos príncipes, rainhas e reis
a paz que nunca, jamais tereis

Jovens, moças e donzelas
que enfeitam altares e capelas
a luz de velas, nos túmulos

E no silêncio trêmulo dos mundos
pairam no ar como uma neblina branca
e somem feito um passo de mágica


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